Psicólogo, psiquiatra, psicanalista ou neurologista?

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Psicólogo, psiquiatra, psicanalista ou neurologista?

Na dúvida, consulte um psicólogo.

Imagem mostra uma profissional de psicologia debatendo um estudo de caso com duas outras profissionais de outras áreas, talvez psicanálise e medicina. Todos os profissionais trabalhando em conjunto no mesmo caso, porém de formas próprias à suas profissões.

A princípio, psicólogos são vistos como profissionais de saúde mental, ou seja, pessoas que aliam técnica e ciência na promoção de saúde.

Isso está correto.

Da mesma forma que outros profissionais conhecidos agem com a mesma intenção: Psicanalistas, Psiquiatras, e Neurologistas, por exemplo.

Isso também está correto.

Por outro lado, pode causar uma certa confusão quando alguém pensa em buscar auxílio para suas questões emocionais, psicológicas, e pessoais.

Em síntese: Quem eu devo procurar?

A primeira distinção que deve ser feita é entre médicos e não médicos.

Psicólogos e Psicanalistas, em geral, não são médicos. Até podem existir médicos psicólogos, ou médicos com formação psicanalítica, mas isso não é lá muito usual.

O neurologista e o psiquiatra possuem formação em medicina e uma especialização nessas áreas de atuação, ou seja, são médicos. Como médicos, receitam drogas que tem como principal função aliviar sintomas, e promover a saúde através das ciências médicas.

Psicólogos ou psicanalistas JAMAIS podem receitar qualquer medicamento.

Para que fique bem claro, o neurologista é o médico especializado em sistema nervoso. Ele cuida de doenças no cérebro, na medula espinhal, em todos os nervos do corpo humano. Cuida de dores, enxaquecas, reabilitação neurológica em caso de acidentes e, no caso dos neurocirurgiões, também opera.

Por outro lado, e de forma muito resumida, o psiquiatra é responsável por tratar dos sofrimentos psíquicos com compreensão e medicamentos.

Esses sofrimentos são os transtornos mentais e comportamentais, geralmente restritos ao grupo F (F00-F99) do código internacional de doenças (CID).

Considero que os psiquiatras são os médicos que estão mais próximos dos profissionais de psicologia e trabalham em conjunto com eles, formando o time de promoção de saúde mental em equipes multidisciplinares.

O psicanalista é aquele profissional que, podendo ser psicólogo, psiquiatra, neurologista, ou tendo qualquer outra formação, também realizou uma formação rigorosa em psicanálise.

Geralmente com longos anos de intensa análise pessoal, estudo teórico e supervisão de atendimento prático.

A psicanálise pode ser entendida como uma das abordagens teóricas da psicologia, como vemos ocorrer em trabalhos de psicoterapias psicanalíticas, mas é considerada, para todos os efeitos, como uma atividade à parte, com sua formação específica, visão de homem, de ciência e de mundo bastante peculiares.

Agora, finalmente, ao psicólogo cabe dar conta da ciência denominada psicologia.

O psicólogo pode ser um pesquisador, um clínico, ou um ator de outras áreas, como no caso da psicologia jurídica, escolar, esportiva, hospitalar, do trânsito, etc.

A psicologia é muito ampla. Tem muitas escolas. Muitas abordagens. Diferentes formas de ver o ser humano, com seus métodos próprios.

Ana Bock (2001) fala muito disso no seu livro intitulado “Psicologias”, ao mesmo tempo em que consegue afirmar um objeto de estudo muito próprio dessa ciência, que é justamente o que o ser humano tem de mais particular: sua subjetividade.

Agora já pode ter ficado mais claro o papel de cada um dos profissionais, mas vou pontuar um pouco mais:

  • Psiquiatras e neurologistas são médicos que atuam em diferentes especialidades;
  • Psicólogos são profissionais de acolhimento, integração, tratamento e encaminhamento de questões psicológicas comportamentais e emocionais em uma visão bio-psico-social. Trabalham com diferentes abordagens, a sós ou em equipes, na promoção da saúde global de diversas áreas, apesar de praticarem uma ciência humana.
  • Psicanalistas são profissionais com formação própria que, através dos conhecimentos da psicanálise (visão de mundo, homem e ciência, própria), buscam a compreensão de fenômenos psíquicos relacionados ou não a um sofrimento físico e/ou mental.

Quem ainda está em dúvida sobre essa busca deve procurar, antes de mais nada, conhecer o profissional que se propõe a atender.

Do popular: Perguntar não ofende, certo?

Um psicólogo sério e comprometido com a ética da profissão, através da queixa de quem o procura, irá esclarecer sobre qual profissional (ou quais profissionais) deveria(m) ser consultado(s).

É por isso que os psicólogos são, na maior parte dos casos, os primeiros a encaminhar questões emocionais, mentais ou comportamentais, de adultos, idosos, ou crianças, sejam eles psicólogos psicanalistas, como eu, ou praticantes de qualquer outra escola de conhecimento científico.

 

 

Referências

  • BOCK, A. M. et al. Psicologias: uma introdução ao estudo da psicologia. São Paulo: Saraiva, 2001.
  • Datasus
  • PACHECO FILHO, Raul Albino. Psicanálise, Psicologia e Ciência: continuação de uma polêmica. Estud. psicol. (Natal), Natal , v. 2, n. 1, p. 68-85, June 1997 . Disponível em <link>. Acessado em 23 Abr. 2018. 17h.
  • PEREIRA, T. T. S. O.; BARROS, M. N. S.; AUGUSTO, M. C. N.  A. O cuidado em saúde: o paradigma biopsicossocial e a subjetividade em foco. Mental, Barbacena , v. 9, n. 17, p. 523-536, dez. 2011 . Disponível em <link>. Acessado em 18 abr. 2018. 15h.

Crédito de Imagens

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