Sou Estudante de Psicologia

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Sou estudante de psicologia e gostaria de conhecer o seu trabalho.

 

 

Posso ter mais informações?

Sou estudante de psicologia

Primeiramente, parabéns…!

Não é qualquer um que se propõe a entrar neste mundo tão incrível que é o da psicologia. Meus parabéns pela sua escolha!

Por outro lado… Você já imaginou a transformação que precisará ter na sua vida para fazer esse sonho tornar-se realidade?

Na época da faculdade, alguém me disse que ser estudante é viver perigosamente e ser estudante de psicologia é viver perigosamente ajudando outros a enfrentar os próprios perigos.

Como é complicado reconhecer que também precisa de ajuda! Não é?!

De fato, é necessário destacar uma coisa ainda mais importante: ter a capacidade de ser ajudado é fundamental para tornar-se um bom psicólogo.

Se você perguntar para qualquer professor, logo que inicia o curso: “Qual é a coisa mais importante que eu preciso viver para me tornar psicólogo?” Provavelmente a resposta será: “Sua psicoterapia”.

Se você tornar a perguntar para qualquer professor, antes de pegar o diploma: “Terminei o curso, mas e agora? O que eu preciso conhecer para me tornar psicólogo?” Provavelmente a resposta será: “Você mesmo, dentro da sua psicoterapia”.

E, se por um acaso você perguntar para qualquer analista: “Qual é a coisa que fará de mim um verdadeiro analista?” Provavelmente, a resposta será: “Sua análise pessoal”.

 

Estudante de psicologia, vou te contar um segredo: Não há como escapar disso. Só sabe nadar aquele que entrou na água.

E queria, delicadamente, também reforçar o que disse Marucco (2008), sobre a análise pessoal de psicanalistas pois, para o estudante, para o futuro, ou atual, profissional de psicologia:

Ser psicólogo enquanto objeto e sujeito da experiência de sua própria subjetividade, é sempre estar aprendendo e reaprendendo a dar conta desses mesmos instrumentos em si próprio –  não só em seus clientes!

o óbvio ululante: ISSO É, CLARAMENTE, IMPORTANTÍSSIMO!!!

A maior parte das formações psicanalíticas sérias e comprometidas eticamente com a profissão, afirmam categoricamente que não existe um novo psicanalista sem (1) estudo da teoria, (2) supervisão, e (3) análise pessoal (FERRAZ, 2014).

Imagino que as formações em outras abordagens, cursos de especialização, e pós graduações, não haveriam de discordar. Não é porque você se identificou mais com o humanismo, ou com a análise do comportamento, que seria justificável negligenciar a experiência de estar sentado na outra poltrona, frente-a-frente com aquele profissional que você almeja tornar-se algum dia.

E, se por um acaso, você tiver ambição de trabalhar com a psicologia escolar, ou hospitalar, ou jurídica?

Consegue imaginar o ganho que teria em ter vivenciado o conhecimento de si? Saber identificar prontamente aquelas questões que você vê no mundo, mas que dizem respeito ao que há de mais profundo em você mesmo?

Fora o conhecimento que se adquire ao presenciar o trabalho do psicólogo, em atividade, ao vivo e à cores.

Conhecer uma sala de psicologia, ou um consultório, ou uma clínica, vai abrir os seus horizontes. Ou você acha que esse papo de rede, networking, é uma tremenda perda de tempo? Faça o que eu digo, e faça o que eu faço, me parece uma opção bem inteligente.

 

Ah! Mas eu não sou estudante de psicologia….

Quanta gente se beneficiaria em ter aprendido mais sobre si mesmo?

E agora estou falando com aquele estudante que não é de psicologia, mas que também lida com o outro humano em seu cotidiano (ou seja, todos!): Enfermagem, Assistência Social, Engenharia, Arquitetura, Direito, Administração, Medicina, Economia, Tecnologia……

Os exemplos são INFINITOS. Tão grandes quanto as possibilidades.

Por isso, pense bem. Nunca é cedo ou tarde demais para começar a cuidar de você.

 

Ok… Mas você sabe que estudante de psicologia, ou de qualquer outra coisa, vive sem grana, né?

Claro! E eu sei bem que psicoterapia é um investimento pesado. De tempo e dinheiro. – já fui e ainda sou estudante.

Ou você acha que só o dinheiro conta nessas horas? Pensa bem e tenta lembrar daquelas noites mal dormidas, refletindo sobre aquele trabalho que precisava ter sido entregue na semana passada, mas que não deu tempo de finalizar…

Não é fácil colocar recursos tão valiosos em um processo assim, já que muitas vezes o andamento da psicoterapia é demorado, e não oferece a garantia mágica de transformação e reforma íntima sem diversos solavancos, transtornos e reconstruções.

Posso te contar outro segredo: Psicoterapia vale o esforço.

Eu mesmo, em meu trabalho clínico, considero esses problemas e procuro oferecer condições especiais de honorários para estudantes e estudantes de psicologia.

Se não encontramos um horário imediatamente disponível, existe a possibilidade de encaminhamento para outro profissional que também seja ético, justo e disponível.

Pode ser, sim, que a gente se desencontre… que nossas agendas não batam, ou que o valor ainda esteja muito alto para o tamanho atual do bolso, mas não se desespere. Não desista!

Existem listas de serviços gratuitos, ou a preços reduzidos para estes casos. São serviços supervisionados e reconhecidamente envolvidos com a pesquisa, com a educação, com a ética e com a sociedade.

O mais importante é, mais uma vez: não desista de você.

Estudante de psicologia ou não, procure uma orientação e acredite nos benefícios de estar em contato mais profundo com a transformação, vivendo na pele, na mente, e no dia-a-dia, essa experiência.

Se você sentir que é o momento, deixo meu contato à disposição para agendarmos uma visita.

Venha conhecer o meu trabalho. Será uma honra poder te receber aqui neste universo promissor que é a psicologia!

 

 

Referências

  • FERRAZ, Flávio Carvalho. Transmissão e formação: apontamentos sobre o tripé analítico. J. psicanal., São Paulo , v. 47, n. 86, p. 87-102, jun. 2014 . Disponível em http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-58352014000100010&lng=pt&nrm=iso. Acessado em 15 maio 2018. 21h
  • MARUCCO, Norberto C.. A análise do analista: análise didática, reanálise, auto-análise. J. psicanal., São Paulo , v. 41, n. 74, p. 187-196, jun. 2008 . Disponível em http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-58352008000100013&lng=pt&nrm=iso. Acessado em 15 maio 2018. 21h.
  • NOGUEIRA FILHO, Durval Mazzei; WARCHAVCHIK, Vera Luiza Horta. Formação do analista: um impasse necessário. J. psicanal.,  São Paulo ,  v. 41, n. 74, p. 141-150, jun.  2008 .   Disponível em http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-58352008000100009&lng=pt&nrm=iso. Acessado em  15  maio  2018. 21h.

Crédito de Imagens

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